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Eleita primeira presidente mulher na história do Palmeiras

Leila Pereira é a primeira presidente mulher da história do clube e promete time vitorioso.

Da Redação ·
Leila Pereira (centro) é eleita presidente do Palmeiras.
fonte: Divulgação/Palmeiras
Leila Pereira (centro) é eleita presidente do Palmeiras.

Leila Mejdalani Pereira, de 57 anos, foi eleita neste sábado (20) a presidente do Palmeiras para os próximos três anos. A conselheira e patrocinadora do clube recebeu 1897 dos 2141 votos na assembleia de sócios, realizada na sede social, e é a primeira mulher a assumir o comando do Verdão em toda sua história. A reportagem é do GE.

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A presidente da Crefisa e Faculdade das Américas era candidata única no pleito e terá os seguintes vices: Paulo Roberto Buosi, Maria Tereza Ambrósio Bellangero, Neive Conceição Bulla de Andrade e Tarso Luiz Furtado Gouveia. Buosi é o único da gestão de Maurício Galiotte que permanece.

Mandatária do Verdão até 2024, Leila diz que sua gestão terá dois pilares: a montagem de um time vitorioso e a aproximação do clube com sua torcida.

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"Tenho dois grandes pilares nesta gestão. O primeiro: um Palmeiras cada vez mais vitorioso, chega de protagonismo. Protagonistas já somos, queremos ser vitoriosos. Não quero segundo lugar, quero o primeiro. Vamos trabalhar por isso. E aproximar o torcedor com o seu time. É claro para mim, é para isto que estou aqui, para olhar pelos nossos milhões de torcedores. Nosso grande patrimônio está fora do clube. Eu vou continuar fazendo o trabalho com o associado, mas temos de olhar esta multidão fora do muro, dar acesso ao nosso clube, proximidade, com possibilidade de comprar ingressos acessíveis, o torcedor poder comprar uma camisa compatível, que ele possa comprar. Eu vou trabalhar muito fortemente nisso", afirmou.

"O Palmeiras vai estar onde o torcedor estiver. O acesso do nosso torcedor ao nosso time vai ser muito próximo. São dois grandes pilares: time vitorioso e aproximação cada vez maior do torcedor com o time. Claro, com transparência total, porque quando eu sou eleita, eu sou presidente, procuradora e porta-voz de milhões de torcedores para administrar este gigante que é o Palmeiras. Tenho obrigação de ser transparente. É isto que vou fazer", completou.

Depois de ter sua chapa aprovada pelo Conselho Deliberativo, Leila precisava do crivo dos sócios. Por ser a única candidata, era necessário apenas obter a maioria simples do número de votos para confirmar a vitória. Ela assume a presidência no dia 15 de dezembro.

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Em meio a questionamentos de um conflito de interesses por patrocinar e agora presidir o Palmeiras, Leila negociou a renovação do contrato da Crefisa e da Faculdade das Américas antes da eleição.

"Eu não vejo nenhum conflito de interesses por ser patrocinadora e presidente. Olha o código de ética da CBF, artigo 13, tópico 4. O código é claro, dizendo que não é conflito de interesses ser patrocinador e dirigente. Eles se preocupam com quem tira dinheiro; eu só coloco. Tem um documento que diz que não é conflito de interesses",  respondeu Leila.

O artigo citado pela nova presidente do Verdão no código de ética diz que "constituem situações de conflito de interesse, exemplificativamente: celebrar contrato com empresa da qual o dirigente, seu cônjuge ou companheiro(a), ou parentes, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, sejam sócios ou administradores, exceto no caso de contratos de patrocínio ou doação em benefício da entidade desportiva".

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O acordo é válido até o fim de 2024, quando se encerrará a gestão de Leila, e rende pouco mais de R$ 80 milhões ao clube por ano, podendo chegar a R$ 120 milhões dependendo de premiações.

A dirigente avisou que irá se afastar do dia a dia das empresas para gerir o clube e diz não descartar ouvir propostas de patrocínio melhores, mesmo que isto signifique tirar suas marcas do uniforme alviverde.

Com informações do G1.

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