Apucarana

Estranho tenta retirar criança de escola; polícia investiga o caso

Homem totalmente desconhecido se apresentou como amigo da família e disse o nome completo da menina de 6 anos que estuda em uma escola de Apucarana

Da Redação ·
Receba notícias no seu WhatsApp!
Participe dos grupos do TNOnline
Pais registraram um boletim de ocorrência na 17ª Subdivisão Policial na sexta-feira (01/06)
fonte: Tnonline/Cindy Santos
Pais registraram um boletim de ocorrência na 17ª Subdivisão Policial na sexta-feira (01/06)

Um fato registrado na sexta-feira (1) em Apucarana, no norte do Paraná, está preocupando os pais de uma garotinha de 6 anos. Uma pessoa completamente estranha tentou buscar a menina na escola em que ela estuda mas, por sorte, a direção da instituição de ensino da Rede Municipal não autorizou a saída da criança. Após saberem o que havia acontecido, imediatamente os pais procuraram a Polícia Civil e registraram um boletim de ocorrência. O caso segue em investigação.

continua após publicidade

Conforme o pai da menina, de 47 anos, e a mãe, de 37 - que pediram para não terem seus nomes divulgados - o homem chegou até o portão da escola municipal, se apresentou como amigo da família e disse que iria levar a menina para a casa. O que mais causou preocupação no casal é que o homem sabia o nome completo da criança.

Assim que a menina se aproximou do portão, comentou que não conhecia o homem. Ela estava acompanhada pela diretora e por outra funcionária da escola que também não conheciam o homem e impediram a saída da menina. O estranho não questionou e foi embora.

continua após publicidade

“Por isso a importância desse trabalho de fiscalizar a saída da escola, saber certinho quem são as pessoas autorizadas a buscar. Graças a Deus minha filha estava esperta e a ‘tia’ da escola que percebeu algo estranho e não deixou ela sair, porque hoje não sabia o que seria de nós e o que seria da nossa filha. Tomara que consigam encontrar esse indivíduo porque com certeza a intenção dele não era boa”, disse o casal.

A mãe da menina afirma que a situação deixou a família com medo por não saber o objetivo dessa pessoa e por isso decidiu tornar o caso público para alertar pais e mais de crianças, pois não sabe se essa pessoa fará outras tentativas em outras escolas. “Fica o alerta aos pais e mães para prestar bastante atenção e orientar os filhos para que eles saibam quem são as pessoas autorizadas a buscá-los, e se for alguém diferente para não sair da escola”, orienta.

FISCALIZAÇÃO RIGOROSA

continua após publicidade

A secretária municipal de Educação, Marli Fernandes, afirma este cuidado é tomado em todas as instituições da rede, com portões eletrônicos sempre trancados. A saída é fiscalizada por funcionários que conhecem os pais e responsáveis das crianças.

De acordo com ela, informou que a criança estava acompanhada pela diretora e por outra funcionária da escola. Quando percebeu que o homem que aguardava no portão não era um dos familiares da menina, a diretora impediu a saída da menina. “O fato registrado na sexta-feira foi muito estranho porque ninguém da família da criança conhece essa pessoa. A pessoa chegou, disse que era um amigo da família e falou o nome completo da menina”, informou a secretária.

A secretária reforça ainda que a escola toma esse cuidado até mesmo em caso de pessoas conhecidas. Segundo ela, os pais precisam assinar uma autorização para que a escola possa liberar a criança nestes casos. “A escola exige uma confirmação por escrito, mas orientamos que seja sempre alguém da família”, afirma.

continua após publicidade

INVESTIGAÇÃO

Assim que saíram da escola, os pais foram diretamente à Polícia Civil onde registraram o boletim de ocorrência. Segundo eles, diretora da escola já foi ouvida e já disponibilizou imagens das câmeras de segurança instaladas no portão de entrada da escola.

Ao assistirem as imagens, os pais confirmaram que não conhecem a pessoa que tentou buscar a filha deles. Agora polícia trabalha para identificar e localizar o homem que tentou retirar a criança da escola. 

“Fica um medo e uma angustia, porque mesmo a criança estando junto a família e estando bem, passa um filme na cabeça de qual é a intenção desse indivíduo. Porque poderíamos estar sem a nossa filha hoje”, comenta. 

GoogleNews

Siga o TNOnline no Google News