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Acidentes com escorpiões-amarelos geram alerta em Apucarana

Divisão de Endemias afirma que infestação ocorre principalmente na Vila Regina e no Parque Bela Vista

Da Redação

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Pelo menos 13 ataques foram registrados no último ano em Apucarana, metade do escorpião-amarelo
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Pelo menos 13 ataques foram registrados no último ano em Apucarana, metade do escorpião-amarelo
Escrito por Da Redação
Publicado em 05.10.2022, 17:10:57 Editado em 05.10.2022, 17:16:29
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O apucaranense Taylor Donizete da Silva, de 31 anos, levou um grande susto quando foi trabalhar na última sexta-feira (30). Ao colocar a calça, ele acabou picado por um escorpião-amarelo na coxa e depois no pé ao tirar a roupa, desesperado, para se livrar do bicho. Taylor, que mora na Vila Regina, acionou rapidamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital da Providência, onde foi medicado e permaneceu em observação até o final do dia, sem maiores complicações.

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O número de notificações e acidentes com escorpiões vem crescendo em Apucarana, colocando a Divisão de Endemias da Prefeitura em alerta. O município já prepara um trabalho de conscientização nas escolas e junto à população por conta do aumento de registros. Além do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, a Prefeitura vai incluir os animais peçonhentos – principalmente o escorpião – no material permanente de orientação e prevenção encaminhado aos estudantes da rede municipal.

-LEIA MAIS: Câmera flagra acidente entre trem e Montana em Apucarana

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Entre setembro de 2021 e setembro de 2022, a Divisão de Endemias da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) registrou pelo menos 13 ataques de escorpiões em Apucarana, a metade envolvendo o escorpião-amarelo, o Tityus Serrulatus. A espécie é descrita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como a mais venenosa da América do Sul, causadora de acidentes graves.

No caso de crianças, as picadas podem causar até a morte. Segundo dados do Ministério da Saúde, os óbitos por envenenamento de escorpião vêm crescendo no Brasil. Nos últimos três anos, o aumento foi de 76%.

Mauro de Aguiar Almeida, coordenador da Divisão de Endemias de Apucarana, explica que o escorpião-amarelo não é nativo do município, ao contrário do escorpião-preto (Tityus bahiensis), que tem menor potencial ofensivo. Segundo ele, a suspeita é de que a espécie tenha chegado ao município em caminhões, provavelmente carregados com material de construção, e também escondidos nos trens que passam diariamente pela área urbana.

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Segundo Mauro, a Vila Regina e o Parque Bela Vista são as regiões com maior infestação de escorpiões-amarelos em Apucarana. “Por conta da localização desses bairros, a gente acredita que esses animais peçonhentos podem estar vindo também com os trens”, explica. A espécie já foi localizada ainda na Barra Funda.

O coordenador da Divisão de Endemias afirma que o problema começou a ser registrado em Apucarana há dois anos, mas que o número de notificações vem aumentando mais recentemente. Apenas neste ano pelo menos 20 chamados feitos por moradores foram realizados por conta de escorpiões, metade, ao menos, da espécie Tityus Serrulatus.

“Como as pessoas já conhecem o escorpião-preto, que causa mais dor local, sem muitos riscos, os moradores acabam não chamando muitas vezes a Divisão de Endemias. Quando o caso envolve o escorpião-amarelo, aí é diferente, porque o susto é bem maior”

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- Mauro de Aguiar Almeida, Chefe da Divisão de Endemias

Ele afirma que não há um veneno específico que mate o escorpião, por isso, a prevenção deve ser feita com a limpeza dos quintais e também com a colocação de proteção nas portas e janelas para evitar a entrada desses bichos. “Na maioria dos casos, os escorpiões se abrigam em restos de construção. Muita gente faz reformas, mas deixa tijolos, restos de cimento, madeira e areia abandonados no quintal. São nesses locais que os escorpiões ficam”, afirma.

Esses animais têm hábitos noturnos e ficam escondidos durante o dia. Mauro orienta a população a procurar a Divisão de Endemias caso encontre os escorpiões, pretos ou amarelos. “É importante para a gente mapear as regiões com infestação e também para que a gente possa orientar a população”, afirma. O telefone da Divisão de Endemias é o 3162-3071. No caso de acidentes, é preciso buscar imediatamente atendimento médico.

Taylor Donizete da Silva, que foi picado na última sexta-feira, já voltou a trabalhar. Ele mora sozinho e, por precaução, passou o final de semana na casa da irmã Tayla Dayana da Silva, de 28 anos. Ela afirma que o susto – e a dor – foram grandes. “Como ele procurou o atendimento médico rapidamente, foi mais o susto mesmo”, completa a irmã, revelando que ele chegou a danificar o celular no desespero de tirar a calça com o escorpião. Ele conseguiu capturar o bicho após o acidente.

Por Fernando Klein

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