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Crises, Empresas e Suas Relações com Consumidores

Crises, Empresas e Suas Relações com Consumidores
- Foto: Pixabay
Escrito por Paulo Cruz
Publicado em 12/01/2021, 11:07
Modificado em 12/01/2021, 11:08
Crises, Empresas e Suas Relações com Consumidores
- Foto: Pixabay

Na crise, vive-se um período em que a incerteza campeia, e promove-se uma desestruturação das expectativas positivas empresariais, quando ninguém mais está ganhando dinheiro como antes. Este é, entretanto, um campo fértil para exercitar a criatividade do empreendedor, levar expectativas novas para seu negócio sempre diante das incertezas que teimam em desestruturar os negócios. O triunfo de qualquer atividade econômica exige maturidade, dedicação e perseverança, isso revela a paixão do empreendedor pela sua atividade econômica, ele está sempre em busca de vencer as adversidades, por meio de seu aprendizado e criatividade constantes.

Aqueles que conseguem exercitar sua criatividade passam a entender que modificações de comportamento em sua forma de pensar e agir positivamente têm um importante impacto sobre os negócios, com significativas conquistas, pelo exercício das novas formas de pensar e agir de novos produtos criados ao mercado. Por mais simples que sejam, podem representar o novo esperado pelo consumidor. Empresas que entendem precisar readequar-se às novas formas de demanda exigidas, por força da retração da renda per capita são empresas inteligentes presentes no mercado – com positivos resultados – na alta e na baixa temporada de consumo. Primeiro a empresa precisa sobreviver, depois vai buscar o lucro.

Essas empresas com espírito sempre inovador, assim que o mercado passa a reagir de forma positiva, estão prontas para darem novas guinadas e ampliarem o volume de mercado para novas regiões, sempre verificando sua relação com o consumidor. Assim como o consumidor cognitivamente passa por períodos em sua vida, quando ele prefere um determinado tipo de produto à outro, a empresa precisa ter sabedoria para entender as fases do consumidor e acompanhá-lo nas suas preferências, de acordo com suas possibilidades de renda e restrição orçamentária de cada ciclo.

Muitas empresas com esse novo olhar passam a conquistar posições importantes no mercado; passam a ter produtos que são preferíveis, por um longo período de tempo e até por uma geração ou mais, fruto de um entendimento de sua consciência empresarial com a consciência do consumidor. Isto pode representar o renascimento para muitas empresas, uma nova forma de tocar e gerir os negócios, quando a aproximação entre empresa e consumidor estará sempre em estudo e tende a ser cada vez mais definidora para alguns segmentos de negócios.

A crise frequentemente chega ao empresário como um remédio amargo, mas que pode ser futuramente um trampolim necessário para novas conquistas, para um novo olhar sobre os negócios, sobre a forma de se inter-relacionar com o mercado consumidor e, com seus parceiros de segmentos afins. Às vezes, o empresário sente ter levado uma pancada na cabeça, mas o fato de não ter desanimado e persistir naquilo que faz, o torna resiliente a crises severas e o leva a ultrapassar por períodos inéditos as dificuldades. A conclusão é a de que passar por esses períodos é difícil para o empresário, para o trabalhador e, difícil para as famílias que precisam se ajustar ao seu reduzido orçamento. A única explicação, contudo, que aparece para tamanha teimosia e persistência é o amor do empresário para com a sua atividade – herdada de seus antepassados – a qual desenvolve. É a necessidade de manter o sonho vivo, de construir um império seja ele do tamanho que for e, de continuar a batalhar ao lado daqueles que arduamente estão todos os dias consigo.

Esse amor e dedicação preenche uma grande parte de sua vida e é dele que saem as novas ideias, as novas tentativas e, a nova percepção de inter-relação de empresários e consumidores. Um tentando entender o lado do outro, as necessidades de consumo e, as novas formas de preferências que são processadas pela tecnologia e voltam ao mercado como uma resposta positiva ao consumidor. Esta abertura para o entendimento de nova realidade do mercado está presente a cada dia nas empresas, que vencem as dificuldades de severas crises e conseguem resultados positivos.

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Paulo Cruz

Paulo Cruz

Paulo Cruz, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor de Economia da Universidade Estadual do Paraná, campus de Apucarana, escreve sobre temas relacionados a área

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