Blog do Eliezer Shigueo

Como o tempo em redes sociais esta moldando quem nos somos

Linkedin, Facebook, Instagram, Spotify, Netflix, WhatsApp… já parou para pensar quanto tempo do seu dia é gasto com isso?

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Como o tempo em redes sociais esta moldando quem nos somos
fonte: Pixabay\ ilustração

Linkedin, Facebook, Instagram, Spotify, Netflix, WhatsApp… já parou para pensar quanto tempo do seu dia é gasto com isso? Se você nunca pensou sobre isso, trago dados.

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Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria We are social, o Brasil é o segundo pais que mais passa tempo navegando na internet. Assustador!

Em 2020, a média no Brasil era de 6h e 20m, em 2021 o tempo mudou para 7h, um acréscimo de 4h. Se considerarmos que a média de sono de uma pessoa é de aproximadamente 8h, podemos entender que passamos metade do nosso tempo acordado na internet!

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O grande problema de estar conectado o tempo inteiro, é sobre o que se está fazendo e como estamos sendo moldado pelos algoritmos sociais. 

Vou falar especificamente de redes sociais. 

Redes sociais só sobrevivem porque somos o produto (tenha a frase na cabeça: se você não paga pelo produto/serviço, você é o produto/serviço), para ter inúmeros produtos a venda (leia-se bastante acesso), o algoritmo da rede social direciona o post pra quem já tem o padrão de leitura daquele material (medido pelo tempo que determinado assunto para na tela, curtidas e tudo mais), que com certeza, dará um like ou fará um comentário. E como uma métrica importante pra quem faz o post é o like, quanto mais like em um post, mais você fica condicionado a postar sobre aquele assunto. Ou seja, somos tal qual como ratos em laboratório, sendo condicionados.

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Acho muito preocupante, pois isso nos faz ficar em uma bolha, já que os assuntos que aparecerão na timeline, serão um reforço daquilo que pensamos. Sem espaço para o novo.

Da pra entender o porque o extremismo está ficando cada vez mais comum nas defesa de um argumento. Preocupante para os nativos digitais, que desde muito cedo são acostumados com essa métrica de vaidade que os aprisionam, moldando uma forma de pensar. Preocupante para quem viveu parte de sua vida offline e hoje, tem dificuldade em identificar as fake news.

Como resolver isso? pessoalmente, eu não tenho um resposta pronta, e acredito que não exista. Considerando que é impossível ver somente offline, eu estou tentando passar menos tempo em redes sociais e mais off-line, aumentando a minha diversidade de conversas, forma de reter e ter informação, lendo mais livros. Isso faz aumentar o repertório de informações armazenadas no cérebro, gerando mais capacidade de questionamentos, insights, convertendo em menos passividade intelectual ao ler um post. 

Espero que tenha acendido uma luz de alerta quando você ler esse artigo. Minha intenção era trazer questionamento, a resposta, encontramos no caminho, espero que offline.