Cotidiano

Iniciativa de biólogo leva 1,8 mil mudas nativas ao parque Jurupará em Ibiúna

Da Redação ·
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O Parque Estadual Jurupará, unidade de conservação de 26 mil hectares, no município de Ibiúna, vai ganhar 1.800 mudas de plantas nativas da Mata Atlântica, nesta sexta-feira, 4. A iniciativa é do biólogo Claudio Martins Ferreira, proprietário da Fazenda Meandros, onde são cultivadas as mudas. Há cinco anos Claudio iniciou a delimitação e a preservação de um corredor ecológico, unificando as RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e áreas protegidas das fazendas com o parque.

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Na área que será reflorestada, já foi feito um trabalho prévio para correção da acidez do solo e eliminação das gramíneas. O local foi desmatado há mais de 50 anos, para formação de pastagem, mas não houve erosão, assoreamento e outras movimentações de solo que caracterizam as áreas muito degradadas. O parque só foi criado em 1992.

O plantio deve durar entre cinco e seis horas e vai contar com a participação de funcionários da fazenda e do Parque Jurupará, além de voluntários. O evento será aberto à população, já que o engajamento dos moradores do entorno contribui para a preservação da unidade. A fazenda Meandros é referência em projetos de preservação ambiental na região.

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Esta não é a primeira ação visando à recomposição da vegetação nativa do parque. No ano passado, em parceria com a Iniciativa Verde, o Centro de Biodiversidade da Mata Atlântica do Legado das Águas, iniciou um projeto de reflorestamento no Jurupará. O objetivo é recuperar 164 hectares de áreas no interior da unidade. O plantio continua e deve se estender por quatro anos.

Administrado pela Fundação Florestal, vinculada à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, o Parque Jurupará tem papel fundamental na conectividade entre as áreas remanescentes de Mata Atlântica do estado de São Paulo, que formam a maior faixa contínua desse ecossistema no País. Sua importância aumenta por estar localizado próximo da região metropolitana de São Paulo.

A unidade é uma das zonas-núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e integra a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Devido à intensa ocupação no passado, o parque possui grandes espaços desmatados que precisam ser restaurados com a semeadura de espécies e o plantio direto de mudas. Sua fauna é variada e inclui animais como bugio, preguiça, anta, veados mateiro e catingueiro e onças.